quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Tem uma casa na minha cidade que, sempre que possível, desvio do meu caminho para ver.
Não é uma casa muito bonita ou rica, aliás, muito pelo contrário, é feia e decadente, e tem apenas dois cômodos. Sua porta é riscada a chave e tem pixações com o nome do Nirvana em suas paredes.
Não é apenas pelas boas lembranças que tenho de sentar lá na frente que gosto do lugar, é por algo bem mais esranho.
Eu não gosto dauqela casa por ter agarrado uma garota ali na frente, eu agarrei a garota lá na frente por gostar da casa. O que me atraiu na casa é o seu ar decadente, as janelas cheias de táboas pregadas.
E eu sou assim com muitas coisas.
Eu tenho uma atração pelo baixo, pelo decadente, que vai acabar me destruindo, um dia.
Pelos viciados, pelas pessoas que vagam pelo mundo derrotadas, pelas pessoas carentes de atenção, os isolados e os traumatizados.
Situações esranhas e complicadas me divertem.
Por mais que tudo esteja ruim, ainda há aquele lado para olhar a situação toda e rir, meio de lado, meio ironicamente, para se divertir com o fundo de tudo.
A decadência tem algo de belo.
E mesmo quando tudo está dando errado, há algo de cômico, ou tragicômico, melhor dizendo.
Então, vou ouvir um John Frusicante e pensar na vida.
É estranha, e muitas vezes as coisas não acontecem como gostaríamos, mas, porra, vale a pena, e é tudo que eu tenho.
As coisas passam, sempre passam, só eu fico.

2 comentários:

Ana. disse...

Que bom que vc vê algo de belo no trágico. Te poupa de muitas dores, muitas vezes, desnecessárias (:
beijo :*

Sétima substância. disse...

tava ouvindo blues? ... só pra saber.