E ele morreu jovem...
Essa frase devia ser aplicada a muitas coisas.
Recentemente, passei por uma situação do tipo.´
Por incrível que pareça, isso pode ser algo positivo.
Quando algo morre subitamente, seja um amor, uma idéia, ou mesmo uma pessoa, fica a lembrança dos tempos áureos.
De quando tudo era pleno, antes do cansaço e da rotina.
Antes da inevitável decadência.
É muito melhor, ás vezes, ver seu ídolo morrer em um trágico acidente, no auge de sua vida, do que vê-lo velho e amargurado.
Ver seu amor acabar enquanto ainda é bom, com uma única pancada súbita, é melhor do que vê-lo se tornar um insuportável amontoado de brigas.
É melhor, ás vezes, viver dez anos a mil por hora, em ver de viver mil anos a dez.
Idéias, em muitos casos, deveriam morrer jovens.
Puras, sem que alguém as corrompa.
Se, por exemplo, a idéia de pertir o átomo tivesse morrido jovem, Hiroshima agradeceria.
É tão estranho, os bons morrem jovens, assim parece ser...
Love in the Afternoon
(Legião Urbana)
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
De cada lado, uma multidão gritava palavras de ordem.
Não sabiam o que diziam.
Pregavam não uma igualdade, mas uma inversão.
Pregavam idéias que não eram suas.
Gritavam como animais.
Estava perdido em meio a um delírio de massa.
Meu excessivo senso crítico me impedia de, como eles, me alegrar com aquela situação.
Não me permitia pensar o mesmo.
E meio a meu delírio, várias imagens dispersas passaram por minha cabeça.
Homens das cavernas em volta de uma fogueira, gritando enquanto seu líder matava o prisioneiro.
Uma multidão que proclamava seu amor a Deus, e amaldiçoava o pobre homem, amarrado a uma estaca.
E gritava, feliz, quando seu carraco chegava com a tocha.
Vi um homem em um guilhotina, e os revolucionários acompanhando com olhos extasiados a trajetória de sua cabeça.
Vi um homem esfarrapado, em frente a um pelotão de fuzilamento.
O espírito era, sem dúvida, o mesmo.
Como somos fáceis de manipular...
E como isso me assusta...
Não sabiam o que diziam.
Pregavam não uma igualdade, mas uma inversão.
Pregavam idéias que não eram suas.
Gritavam como animais.
Estava perdido em meio a um delírio de massa.
Meu excessivo senso crítico me impedia de, como eles, me alegrar com aquela situação.
Não me permitia pensar o mesmo.
E meio a meu delírio, várias imagens dispersas passaram por minha cabeça.
Homens das cavernas em volta de uma fogueira, gritando enquanto seu líder matava o prisioneiro.
Uma multidão que proclamava seu amor a Deus, e amaldiçoava o pobre homem, amarrado a uma estaca.
E gritava, feliz, quando seu carraco chegava com a tocha.
Vi um homem em um guilhotina, e os revolucionários acompanhando com olhos extasiados a trajetória de sua cabeça.
Vi um homem esfarrapado, em frente a um pelotão de fuzilamento.
O espírito era, sem dúvida, o mesmo.
Como somos fáceis de manipular...
E como isso me assusta...
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Ao mesmo tempo em que existe um lado meu, altruísta, que acredita na bondade das pessoas, que deve-se também ser bom com elas, um lado que acredita na igualdade, meu Yin, existe um outro lado.
Meu Yang.
Aquele lado plenamente capaz de humilhar alguém, que se diverte sadicamente com isso.
Um lado que se considera ligeiramente superior.
Aquela voz irritante na minha cabeça.
Aquela voz da qual tenho vergonha...
E tento inutilmente calar.
venho ignorando-a, mas ela insite em aparecer, às vezes, para provar que ainda existe.
Venho administrando esse lado.
Acho que é apenas pais uma fatalidade de minha condição humana.
Esse lado mal, que envergonha, causa remorso.
Talvez essa batalha termine como um filme americano, com aquele clichê de o bem vencer o mal.
Mas, talvez, eu tenha sorte.
E tudo acabe como um belo filme oriental, com o guerreiro atingindo o equilíbrio.
Aureas Mediocritas
Simples assim.
Meu Yang.
Aquele lado plenamente capaz de humilhar alguém, que se diverte sadicamente com isso.
Um lado que se considera ligeiramente superior.
Aquela voz irritante na minha cabeça.
Aquela voz da qual tenho vergonha...
E tento inutilmente calar.
venho ignorando-a, mas ela insite em aparecer, às vezes, para provar que ainda existe.
Venho administrando esse lado.
Acho que é apenas pais uma fatalidade de minha condição humana.
Esse lado mal, que envergonha, causa remorso.
Talvez essa batalha termine como um filme americano, com aquele clichê de o bem vencer o mal.
Mas, talvez, eu tenha sorte.
E tudo acabe como um belo filme oriental, com o guerreiro atingindo o equilíbrio.
Aureas Mediocritas
Simples assim.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Ainda acredito.
E ainda amo, apesar da distância e incerteza.
Ela ainda é, pra mim, minha mais doce ilusão.
E a prova maior de meu egoísmo, por tê-la amado justamente por se parecer comigo.
Agora, sinto como se uma parte importante de mim tivesse sido subitamente extirpada.
E ao mesmo tempo ela está logo ali ao lado...
A segunda parte de minha personalidade está longe de mim.
Huahuahauh
Mas que merda...
E que alegria, saber dos tempos que passei com ela, e que foram perfeitos em seus detalhes.
Com todas as contradições, posso dizer:
Amei e fui amado, ao menos por fugazes três meses, que ficarão na memória.
Todas essas contradições entristecem e alegram.
E fascinam, acima de tudo...
As contradições, os detalhes, são o que realmente fica.
Os detalhes que trazem as lembranças no cotidiano.
Aquela música, aquele filme, aquela opinião, aquele local...
Todos contribuem para a perfeição, durante o presente, e, quando já se tornaram passado,
Garantem que você não o esqueça.
Como lembretes insistentes de que tudo o que aconteceu é, agora, parte de você.
E talvez esteja melhor com elas.
Mas há sempre um caminho, uma luz no fim do túnel, uma nova esperança.
Por menos que você queira um futuro, por mais que ele pareça insuficiente em comparação com o que aconteceu.
Ele existe, e traz novas promessas.
E porque, afinal, encarar o passado como se pudesse mudar algo?
Se martirizar pensando no que poderia ter dito, ou feito?
Pensar como tudo poderia ter sido se tivesse continuado como era?
Olhar para sua felicidade passada, com um ar de tristeza saudosista?
Ontem, enquanto caminhava por uma rua encharcada, olhando para as luzes dos postes refletidas no chão, resolvi olhar o passado com ternura, olhar os momentos de felicidade com um sorriso no rosto.
Eles podem até não se repitir, embora prefira pensar o contrário.
Mas naqueles momentos o futuro era brilhante, o céu azul e o futuro parecia pleno e recompensador.
E porque não fazê-lo como havia imaginado?
Pode não sair exatamente como o planejado, mas...
me pergunto...
E daí?
O que há de mal nisso?
Não somos mais as mesmas pessoas de três semanas atrás.
Mas ainda somos nós...
Isso pode parecer pouco, mas faz toda a diferença.
Conselho do dia:
Esqueça o Replay.
Nada continua ser sempre a mesma coisa.
Embora a cena talvez soe melhor com os mesmos personagens.
E ainda amo, apesar da distância e incerteza.
Ela ainda é, pra mim, minha mais doce ilusão.
E a prova maior de meu egoísmo, por tê-la amado justamente por se parecer comigo.
Agora, sinto como se uma parte importante de mim tivesse sido subitamente extirpada.
E ao mesmo tempo ela está logo ali ao lado...
A segunda parte de minha personalidade está longe de mim.
Huahuahauh
Mas que merda...
E que alegria, saber dos tempos que passei com ela, e que foram perfeitos em seus detalhes.
Com todas as contradições, posso dizer:
Amei e fui amado, ao menos por fugazes três meses, que ficarão na memória.
Todas essas contradições entristecem e alegram.
E fascinam, acima de tudo...
As contradições, os detalhes, são o que realmente fica.
Os detalhes que trazem as lembranças no cotidiano.
Aquela música, aquele filme, aquela opinião, aquele local...
Todos contribuem para a perfeição, durante o presente, e, quando já se tornaram passado,
Garantem que você não o esqueça.
Como lembretes insistentes de que tudo o que aconteceu é, agora, parte de você.
E talvez esteja melhor com elas.
Mas há sempre um caminho, uma luz no fim do túnel, uma nova esperança.
Por menos que você queira um futuro, por mais que ele pareça insuficiente em comparação com o que aconteceu.
Ele existe, e traz novas promessas.
E porque, afinal, encarar o passado como se pudesse mudar algo?
Se martirizar pensando no que poderia ter dito, ou feito?
Pensar como tudo poderia ter sido se tivesse continuado como era?
Olhar para sua felicidade passada, com um ar de tristeza saudosista?
Ontem, enquanto caminhava por uma rua encharcada, olhando para as luzes dos postes refletidas no chão, resolvi olhar o passado com ternura, olhar os momentos de felicidade com um sorriso no rosto.
Eles podem até não se repitir, embora prefira pensar o contrário.
Mas naqueles momentos o futuro era brilhante, o céu azul e o futuro parecia pleno e recompensador.
E porque não fazê-lo como havia imaginado?
Pode não sair exatamente como o planejado, mas...
me pergunto...
E daí?
O que há de mal nisso?
Não somos mais as mesmas pessoas de três semanas atrás.
Mas ainda somos nós...
Isso pode parecer pouco, mas faz toda a diferença.
Conselho do dia:
Esqueça o Replay.
Nada continua ser sempre a mesma coisa.
Embora a cena talvez soe melhor com os mesmos personagens.
sábado, 20 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
E o tempo corre, cruel e inflexível.
Respondendo perguntas, mas não sem antes deixar uma incógnita desesperadora.
Corre como um rio, nunca sendo o mesmo.
Será que tudo voltará a ser como antes, ou haverão apenas sonhosp erdidos onde antes havia felicidade?
Apenas esse senhor cruel chamado tempo poderá dizer.
Acredito que a resposta será agradável.
Se não, ao menos construtiva.
Por que?
é apenas o que me pergunto.
E não se preocupe.
Não guardo ressentimento ou mágoa.
Apenas confusão.
Respondendo perguntas, mas não sem antes deixar uma incógnita desesperadora.
Corre como um rio, nunca sendo o mesmo.
Será que tudo voltará a ser como antes, ou haverão apenas sonhosp erdidos onde antes havia felicidade?
Apenas esse senhor cruel chamado tempo poderá dizer.
Acredito que a resposta será agradável.
Se não, ao menos construtiva.
Por que?
é apenas o que me pergunto.
E não se preocupe.
Não guardo ressentimento ou mágoa.
Apenas confusão.
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