Quando pequenos, aprendemos com nossos pais os conceitos de certo e errado.
Alguns os levam para a vida, enquanto outros os perdem no caminho, para seu próprio bem ou mal.
Aprendemos a temer os pecados, o inferno, a maldade.
Aprendemos com nossos pais que existem sete pecados capitais, que devemos evitar a todo custo.
Aprendemos com a vida que ela é impossível sem eles.
Não deveriam se chamar sete pecados, e sim “pequenos prazeres a se apreciar com moderação”.
Imagine, por um segundo, se ninguém no mundo tivesse nem um pouco de inveja.
Parece um paraíso?
Não concordo...
Ninguém avança sem querer ter, pelo menos, o mesmo que o vizinho.
Provavelmente ainda viveríamos em cavernas.
Mas provavelmente seríamos Neanderthais felizes.
Uma pessoa sem um pouco de ira é pisada pelas outras, nesse mundo em que vivemos.
Mas o excesso de ira é responsável por guerras, assassinatos e agressões desde que o mundo é mundo.
Sem um pouco de avareza, hoje em dia, as pessoas passam fome.
Há um velho ditado árabe que diz que quem compra hoje o que não precisa, amanhã venderá o que precisa.
O mundo seria bem mais feio sem a vaidade.
A arte provavelmente não existiria, pois todo artista quer impressionar as pessoas, inflar o próprio ego, por mais que o negue.
A vaidade faz o pintor querer fazer o quadro perfeito, o músico a melhor melodia, o escritos a buscar a palavra exata.
Até os filantropos, médicos da cruz vermelha, tudo no mundo é, no fundo, vaidade.
E não há nada de errado nisso.
É a engrenagem que move a humanidade.
Ela cria desde grandes filantropos a pessoas prepotentes e inescrupulosas.
Imagine, agora, uma deliciosa pizza saindo do forno.
Aquele cheiro maravilhoso...
Muitos dos grandes prazeres da vida são culinários.
Não há nada de errado em querer o terceiro pedaço de pizza, a oitavo brigadeiro ou a vigésima bala.
Mas os estudos comprovam que a obesidade causa problemas cardíacos, e todo tipo de preconceito.
Aprecie com moderação.
E quanto à preguiça...
Se todos trabalhassem o tempo todo, seríamos um bando de neuróticos.
O que há de errado com só mais cinco minutos?
As melhores idéias surgem naqueles momentos de descontração.
Os pequenos prazeres da vida estão nas quartas-feiras ociosas.
Aquelas em que se leva os filhos ao zoológico, se assiste um filme bobo, aqueles dias em que se fica deitado, olhando para o teto, com uma música maravilhosa tocando;
Aqueles em que se fica feliz sem motivo.
Aqueles dias em que se conhece alguém incrível...
Falando nisso...
Imagine um mundo sem luxúria...
Tudo bem, provavelmente não teríamos aqueles funks horríveis e apelativos, o que seria uma grande conquista para a humanidade.
Um mundo sem o créu...
Mas que mundo terrível seria esse...
Se não fosse pela luxúria, e talvez umas três doses, você provavelmente não estaria aqui.
O amor perfeito é, ao mesmo tempo, romântico, quase platônico, em termos de sentimento.
Mas com aquela poderosa atração corporal, aquele desejo quase incontrolável.
O amor sem desejo e o desejo sem amor não vão longe.
Somos todos humanos e imperfeitos.
Todo ser humano é um pouco mesquinho, tem defeitos, egoísmo.
Não seríamos o que somos sem eles.
Um mundo perfeito seria insuportavelmente chato, pessoas perfeitas são irritantes.
O que importa não são os defeitos das pessoas, e sim o que fazem para contorná-los.
É aquela distribuição de defeitos e qualidades que torna cada pessoa única.
Aqueles pequenos prazeres mesquinhos, de ver alguém cair no chão, se fingir de doente para não ir trabalhar, matar uma aula, fazer um comentário terrível sobre alguém, por mais terrível que possa parecer, são parte de todos nós.
Ninguém deve tentar ser perfeito.
Só vai se frustrar.
Nem um anjo nem um demônio, busque ser o melhor ser humano que conseguir.
Seja simpático com as pessoas, mantenha suas promessas, não jogue lixo na rua.
Evite a gordura trans e tente ser feliz de um modo que prejudique os outros o mínimo possível.
Aproveite os pequenos prazeres da vida.
Deite em uma rede, de um modo perigosamente preguiçoso, admire como sua nova camisa cai bem em você, fique irado com as notícias do jornal da noite, entre em seu carro, pensando em comprar um igual ao do vizinho da frente.
É mais bonito.
Vá com a mulher da sua vida a um restaurante onde a comida seja deliciosa.
Pelo amor de Deus, não peça o champanhe mais caro do cardápio.
Saia do restaurante e aproveite.
Ela é a mulher da sua vida, e a noite está linda.
Afinal, a vida é feita destes pequenos prazeres...
quinta-feira, 17 de abril de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
Ando precisando de dias bonitos.
Deitar e observar formatos nas nuvens, olhar para a esquerda e dizer:
Eu te amo.
Tornar um dia comum extraordinário, tornar uma pessoa comum extraordinária.
Ver em alguém o que gostaria de ser.
Rir das piores situações, de donos de casas que aparecem sem avisar, picadas de mosquito e lugares estranhos, criar teorias e fazer comentários.
Transformar um dia absolutamente banal em um dia memorável.
Ando precisando de alguém com quem possa fazer aqueles planos improváveis.
Com quem uma ida ao cinema para assistir um filme ruim se torne um programão, que eu espere ansiosamente.
Com quem tomar um sorvete seja incrível, simplesmente andar pela rua me deixe alegre.
Uma simples presença que me faça feliz.
Uma presença que me conforte.
Alguém que me deixe ansioso, no domingo, para que a segunda-feira chegue logo.
Afinal, vou vê-la...
Que acordar cedo e as frustrações do dia-a-dia não signifiquem muita coisa para mim.
Que eu não me sinta tão lamentavelmente sozinho, e sim ligado a alguém semelhante.
Me identificar com as semelhanças e amar as diferenças, os detalhes.
Me admirar com um olhar, um nariz, um jeito de bocejar.
O jeito de falar uma palavra.
Andar de mãos dadas, comentar sobre as pessoas, rir de pequenos assuntos do dia-a-dia.
Comentar meu dia, trocar opiniões.
Rir de coisas idiotas, ter algo de bom no que pensar antes de dormir.
Chamar um dia de dia perfeito, escrever um poema, roubar uma flor no jardim da casa de uma velhinha e entregar a ela.
Não sei se eu sou anormal, se nasci no lugar ou época errados ou estou sendo idiota.
Mas não me sinto parte desse mundo onde piriguetes dançam o créu.
Ando pelas ruas e não me sinto parte daquilo tudo.
As pessoas se tornaram brinquedinhos umas das outras.
São apenas objetos para conseguir um pouco de diversão ou a admiração dos amigos.
Talvez tudo esteja melhor, talvez as pessoas estejam mais felizes, se divertindo mais, mas, no fim, me parecem tão sozinhas...
Talvez eu esteja mesmo ficando velho.
Minha visão e minha coluna já não são mais as mesmas...
Talvez por minha visão já ter sido afetada, ver as pessoas como simples números, como simplesmente mais uma na lista.
Não digo que as pessoas devam levar tudo a sério, juntas para sempre, etc...
Não!
Mas apenas se importar com a qualidade das experiências da sua vida, e não na quantidade.
Antes só que mal-acompanhado.
É difícil ser seletivo hoje em dia.
Preferir a qualidade, ter um pouco de amor-próprio, se guardar para os bons momentos.
Uma garota, uma vez, passou uma semana na minha vida.
Foi uma experiência mais incrível, mais recompensadora do que outras pessoas vivem em meses, nos quais passam quinze pessoas.
Muitos amigos meus, se tiverem quinze garotas à disposição, dão um jeito de conseguir as quinze.
Eu vejo, entre as quinze, a que valer a pena, e corro atrás dela.
Mas não vou mentir que às vezes sinto um pouco de inveja dessas pessoas cuja única preocupação é em ter o celular do momento e arranjar alguém legar para o fim de semana..
Deve ser tão mais simples...
-Peguei 5 esse mês cara!
-Legal.
-E você?
-Conversei com ela, trocamos uns olhares, segurei a mão dela.
-E não pegou?
Simplesmente levanto os ombros e digo:
-Melhor não tentar explicar.
Deitar e observar formatos nas nuvens, olhar para a esquerda e dizer:
Eu te amo.
Tornar um dia comum extraordinário, tornar uma pessoa comum extraordinária.
Ver em alguém o que gostaria de ser.
Rir das piores situações, de donos de casas que aparecem sem avisar, picadas de mosquito e lugares estranhos, criar teorias e fazer comentários.
Transformar um dia absolutamente banal em um dia memorável.
Ando precisando de alguém com quem possa fazer aqueles planos improváveis.
Com quem uma ida ao cinema para assistir um filme ruim se torne um programão, que eu espere ansiosamente.
Com quem tomar um sorvete seja incrível, simplesmente andar pela rua me deixe alegre.
Uma simples presença que me faça feliz.
Uma presença que me conforte.
Alguém que me deixe ansioso, no domingo, para que a segunda-feira chegue logo.
Afinal, vou vê-la...
Que acordar cedo e as frustrações do dia-a-dia não signifiquem muita coisa para mim.
Que eu não me sinta tão lamentavelmente sozinho, e sim ligado a alguém semelhante.
Me identificar com as semelhanças e amar as diferenças, os detalhes.
Me admirar com um olhar, um nariz, um jeito de bocejar.
O jeito de falar uma palavra.
Andar de mãos dadas, comentar sobre as pessoas, rir de pequenos assuntos do dia-a-dia.
Comentar meu dia, trocar opiniões.
Rir de coisas idiotas, ter algo de bom no que pensar antes de dormir.
Chamar um dia de dia perfeito, escrever um poema, roubar uma flor no jardim da casa de uma velhinha e entregar a ela.
Não sei se eu sou anormal, se nasci no lugar ou época errados ou estou sendo idiota.
Mas não me sinto parte desse mundo onde piriguetes dançam o créu.
Ando pelas ruas e não me sinto parte daquilo tudo.
As pessoas se tornaram brinquedinhos umas das outras.
São apenas objetos para conseguir um pouco de diversão ou a admiração dos amigos.
Talvez tudo esteja melhor, talvez as pessoas estejam mais felizes, se divertindo mais, mas, no fim, me parecem tão sozinhas...
Talvez eu esteja mesmo ficando velho.
Minha visão e minha coluna já não são mais as mesmas...
Talvez por minha visão já ter sido afetada, ver as pessoas como simples números, como simplesmente mais uma na lista.
Não digo que as pessoas devam levar tudo a sério, juntas para sempre, etc...
Não!
Mas apenas se importar com a qualidade das experiências da sua vida, e não na quantidade.
Antes só que mal-acompanhado.
É difícil ser seletivo hoje em dia.
Preferir a qualidade, ter um pouco de amor-próprio, se guardar para os bons momentos.
Uma garota, uma vez, passou uma semana na minha vida.
Foi uma experiência mais incrível, mais recompensadora do que outras pessoas vivem em meses, nos quais passam quinze pessoas.
Muitos amigos meus, se tiverem quinze garotas à disposição, dão um jeito de conseguir as quinze.
Eu vejo, entre as quinze, a que valer a pena, e corro atrás dela.
Mas não vou mentir que às vezes sinto um pouco de inveja dessas pessoas cuja única preocupação é em ter o celular do momento e arranjar alguém legar para o fim de semana..
Deve ser tão mais simples...
-Peguei 5 esse mês cara!
-Legal.
-E você?
-Conversei com ela, trocamos uns olhares, segurei a mão dela.
-E não pegou?
Simplesmente levanto os ombros e digo:
-Melhor não tentar explicar.
domingo, 30 de março de 2008
-Mas e se a sua mãe aparecesse aqui agora, imagina?
-Seria engraçado...
-Eu juro que não te entendo...
-Eu também não.
Uma conversa, há algum tempo atrás, me fez começar a pensar.
Conversávamos sobre pessimismo, otimismo e realismo.
Comecei a me perguntar:
Seria eu um otimista ou pessimista.
Percebi que não faço parte de nenhum desses grandes grupos.
Como acontece com freqüência, que sou uma exceção.
Provavelmente o pessimista mais otimista do mundo, ou vice-versa.
Tanto faz.
Sempre tive uma tendência a observar o lado ruim das coisas, a ver defeitos em tudo, a esperar o pior das situações.
Sempre pensei na Lei de Murphy como o que rege o universo.
Mas não olho o lado ruim das coisas como um velho rabugento.
Me divirto com essas situações.
Sou o primeiro a rir quando tropeço ou derrubo algo, um dia em que tudo dá errado acaba se tornando cômico para mim.
Sou o tipo de pessoa que, ao ficar paralítica, olha para os próprios tênis e começa a rir, pensando em quanto tempo irão durar agora.
Contanto que consiga divertir alguém com a história, um pequeno desastre do cotidiano não me afeta.
Observar a ironia das cenas do cotidiano também me diverte.
A falsidade das pessoas, os detalhes que só eu percebo, tudo isso me faz rir com freqüência.
Tiradas sarcásticas e alguma dose de humor negro, comentários maldosos sobre as pessoas...
Por mais que isso tudo pareça reprovável, me diverte.
Divertir-me com o ridículo da vida é, talvez, a única defesa que tenho...
Vai dar errado, eu sei...
Mas e daí?
Um pequeno desastre é sempre tão engraçado.
-Seria engraçado...
-Eu juro que não te entendo...
-Eu também não.
Uma conversa, há algum tempo atrás, me fez começar a pensar.
Conversávamos sobre pessimismo, otimismo e realismo.
Comecei a me perguntar:
Seria eu um otimista ou pessimista.
Percebi que não faço parte de nenhum desses grandes grupos.
Como acontece com freqüência, que sou uma exceção.
Provavelmente o pessimista mais otimista do mundo, ou vice-versa.
Tanto faz.
Sempre tive uma tendência a observar o lado ruim das coisas, a ver defeitos em tudo, a esperar o pior das situações.
Sempre pensei na Lei de Murphy como o que rege o universo.
Mas não olho o lado ruim das coisas como um velho rabugento.
Me divirto com essas situações.
Sou o primeiro a rir quando tropeço ou derrubo algo, um dia em que tudo dá errado acaba se tornando cômico para mim.
Sou o tipo de pessoa que, ao ficar paralítica, olha para os próprios tênis e começa a rir, pensando em quanto tempo irão durar agora.
Contanto que consiga divertir alguém com a história, um pequeno desastre do cotidiano não me afeta.
Observar a ironia das cenas do cotidiano também me diverte.
A falsidade das pessoas, os detalhes que só eu percebo, tudo isso me faz rir com freqüência.
Tiradas sarcásticas e alguma dose de humor negro, comentários maldosos sobre as pessoas...
Por mais que isso tudo pareça reprovável, me diverte.
Divertir-me com o ridículo da vida é, talvez, a única defesa que tenho...
Vai dar errado, eu sei...
Mas e daí?
Um pequeno desastre é sempre tão engraçado.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Era mais uma daquelas noites de garoa e um pouco de neblina, daquelas nas quais o asfalto reflete a luz dos postes e ninguém está nas ruas.
Era o que ele observava pela janela.
Deu um pequeno suspiro, amassou o cigarro no cinzeiro e andou vagarosamente em direção a seu quarto, cantarolando uma velha canção com uma melodia lenta e triste.
Abriu o armário, procurando por algum livro, algo que o distraísse...
Encontrou, jogada em um canto e coberta de poeira, uma velha caixa de papelão.
Não a via há tanto tempo...
Estava carregada de tantas lembranças boas e frustrantes, tantos planos que não haviam se concretizado, tantas alegrias inesperadas, surpresas, festas e amizade, era uma caixa tão repleta de sua própria história que o assustava.
Abriu a caixa e pegou a primeira das fotos.
Um grande grupo de pessoas, em uma daquelas festas.
Estranho...
Havia perdido o contato com quase todos eles...
E, pensando bem, isso não fazia diferença alguma.
Tinha notícias vagas de uns ou outros, um havia se tornado médico, outro, biólogo, havia também o que havia sido preso depois de matar um cara.
Parecia tão feliz naquela foto...
Pegou a segunda foto.
Um pequeno grupo de amigos, reunido em uma varanda.
Os melhores.
Eram imortais.
Olhou para os rostos de cada um.
Estavam tão felizes...
Faziam planos.
Também havia perdido o contato com eles.
A distância, o tempo, a vida os havia separado.
Um continuava naquela cidadezinha.
Tinha uma esposa linda, seu filho mais velho provavelmente tinha dezesseis anos, hoje em dia.
Estranho pensar nele como mais um cidadão normal...
O outro tinha tido uma idéia genial, e apostado tudo nela.
Tinha uma mansão, cinco carros, todas as mulheres falsas e bajuladores do mundo.
E, não podemos esquecer, uma frustração enorme.
Estranho pensar nele frustrado, depois de conseguir tudo com o que sonhara tanto...
Olhou longamente para o rosto do terceiro.
O mais promissor de todos, talvez.
Era o melhor deles.
E ainda seria, se seu carro não tivesse ido de encontro àquela árvore.
Olhava distraído para o nada na foto, rindo da piada de alguém. E tinha saído com aqueles olhos vermelhos e brilhantes.
Parecia tão feliz naquela foto...
Ele ia olhando, foto por foto.
A cada registro de alegria uma certeza estranha ia se formando em sua cabeça.
Fotos de uma praia, um pub, um pequeno estúdio, várias casas, incluindo a sua própria.
Restava no fundo da caixa um monte de fotos preso por um elástico.
Ele sabia exatamente que fotos eram, ansiava por elas, assim como as temia, desde o momento no qual abriu aquela caixa.
Os retratos de um tempo incrivelmente feliz.
Pegou a primeira delas, a mais antiga.
Ela o abraçava, daquele jeito espontâneo que só ela tinha.
Seus rostos estavam encostados, e eles sorriam.
Fazia tanto tempo...
Olhou para aqueles olhos que costumavam olhá-lo daquele jeito incrível.
Para aquela boca que o beijava, e seu cabelo.
Imediatamente uma imagem se formou em sua cabeça.
Pés ligeiramente para dentro, pernas bonitas, um sorriso estranho, olhos encantadores, um jeito de falar bastante próprio, uma voz bonita.
Uma cintura perfeita, pelo menos para ele, e uma ligeira falta de auto-estima, que ele adorava.
Olhou todas as outras fotos.
Eles em casas de amigos, festas, praia, no casamento de um amigo, e no deles próprios.
Olhou bem para eles...
Que dia incrível.
Tudo parecia possível.
Mesmo que não fosse.
A sua casa, seu cachorro.
Sorrisos.
Pareciam tão felizes.
Aquela certeza estranha...
De que sua estava passando sem ele.
Era um insulto a todas aquelas lembranças que seu presente fosse pior do que elas.
Decidiu reunir todas aquelas pessoas que ele mesmo havia tirado de sua vida, aos poucos.
Aqueles velhos amigos ficaram surpreendentemente felizes com aquela ligação.
Depois de tantos anos, aquelas pessoas estariam reunidas novamente, apesar de que uma delas nunca estaria lá...
Mas não havia tempo para pensar nisso.
Havia mais uma ligação que devia fazer...
E essa não podia esperar.
Era o que ele observava pela janela.
Deu um pequeno suspiro, amassou o cigarro no cinzeiro e andou vagarosamente em direção a seu quarto, cantarolando uma velha canção com uma melodia lenta e triste.
Abriu o armário, procurando por algum livro, algo que o distraísse...
Encontrou, jogada em um canto e coberta de poeira, uma velha caixa de papelão.
Não a via há tanto tempo...
Estava carregada de tantas lembranças boas e frustrantes, tantos planos que não haviam se concretizado, tantas alegrias inesperadas, surpresas, festas e amizade, era uma caixa tão repleta de sua própria história que o assustava.
Abriu a caixa e pegou a primeira das fotos.
Um grande grupo de pessoas, em uma daquelas festas.
Estranho...
Havia perdido o contato com quase todos eles...
E, pensando bem, isso não fazia diferença alguma.
Tinha notícias vagas de uns ou outros, um havia se tornado médico, outro, biólogo, havia também o que havia sido preso depois de matar um cara.
Parecia tão feliz naquela foto...
Pegou a segunda foto.
Um pequeno grupo de amigos, reunido em uma varanda.
Os melhores.
Eram imortais.
Olhou para os rostos de cada um.
Estavam tão felizes...
Faziam planos.
Também havia perdido o contato com eles.
A distância, o tempo, a vida os havia separado.
Um continuava naquela cidadezinha.
Tinha uma esposa linda, seu filho mais velho provavelmente tinha dezesseis anos, hoje em dia.
Estranho pensar nele como mais um cidadão normal...
O outro tinha tido uma idéia genial, e apostado tudo nela.
Tinha uma mansão, cinco carros, todas as mulheres falsas e bajuladores do mundo.
E, não podemos esquecer, uma frustração enorme.
Estranho pensar nele frustrado, depois de conseguir tudo com o que sonhara tanto...
Olhou longamente para o rosto do terceiro.
O mais promissor de todos, talvez.
Era o melhor deles.
E ainda seria, se seu carro não tivesse ido de encontro àquela árvore.
Olhava distraído para o nada na foto, rindo da piada de alguém. E tinha saído com aqueles olhos vermelhos e brilhantes.
Parecia tão feliz naquela foto...
Ele ia olhando, foto por foto.
A cada registro de alegria uma certeza estranha ia se formando em sua cabeça.
Fotos de uma praia, um pub, um pequeno estúdio, várias casas, incluindo a sua própria.
Restava no fundo da caixa um monte de fotos preso por um elástico.
Ele sabia exatamente que fotos eram, ansiava por elas, assim como as temia, desde o momento no qual abriu aquela caixa.
Os retratos de um tempo incrivelmente feliz.
Pegou a primeira delas, a mais antiga.
Ela o abraçava, daquele jeito espontâneo que só ela tinha.
Seus rostos estavam encostados, e eles sorriam.
Fazia tanto tempo...
Olhou para aqueles olhos que costumavam olhá-lo daquele jeito incrível.
Para aquela boca que o beijava, e seu cabelo.
Imediatamente uma imagem se formou em sua cabeça.
Pés ligeiramente para dentro, pernas bonitas, um sorriso estranho, olhos encantadores, um jeito de falar bastante próprio, uma voz bonita.
Uma cintura perfeita, pelo menos para ele, e uma ligeira falta de auto-estima, que ele adorava.
Olhou todas as outras fotos.
Eles em casas de amigos, festas, praia, no casamento de um amigo, e no deles próprios.
Olhou bem para eles...
Que dia incrível.
Tudo parecia possível.
Mesmo que não fosse.
A sua casa, seu cachorro.
Sorrisos.
Pareciam tão felizes.
Aquela certeza estranha...
De que sua estava passando sem ele.
Era um insulto a todas aquelas lembranças que seu presente fosse pior do que elas.
Decidiu reunir todas aquelas pessoas que ele mesmo havia tirado de sua vida, aos poucos.
Aqueles velhos amigos ficaram surpreendentemente felizes com aquela ligação.
Depois de tantos anos, aquelas pessoas estariam reunidas novamente, apesar de que uma delas nunca estaria lá...
Mas não havia tempo para pensar nisso.
Havia mais uma ligação que devia fazer...
E essa não podia esperar.
Era mais uma daquelas noites de garoa e um pouco de neblina, daquelas nas quais o asfalto reflete a luz dos postes e ninguém está nas ruas.
Era o que ele observava pela janela.
Deu um pequeno suspiro, amassou o cigarro no cinzeiro e andou vagarosamente em direção a seu quarto, cantarolando uma velha canção com uma melodia lenta e triste.
Abriu o armário, procurando por algum livro, algo que o distraísse...
Encontrou, jogada em um canto e coberta de poeira, uma velha caixa de papelão.
Não a via há tanto tempo...
Estava carregada de tantas lembranças boas e frustrantes, tantos planos que não haviam se concretizado, tantas alegrias inesperadas, surpresas, festas e amizade, era uma caixa tão repleta de sua própria história que o assustava.
Abriu a caixa e pegou a primeira das fotos.
Um grande grupo de pessoas, em uma daquelas festas.
Estranho...
Havia perdido o contato com quase todos eles...
E, pensando bem, isso não fazia diferença alguma.
Tinha notícias vagas de uns ou outros, um havia se tornado médico, outro, biólogo, havia também o que havia sido preso depois de matar um cara.
Parecia tão feliz naquela foto...
Pegou a segunda foto.
Um pequeno grupo de amigos, reunido em uma varanda.
Os melhores.
Eram imortais.
Olhou para os rostos de cada um.
Estavam tão felizes...
Faziam planos.
Também havia perdido o contato com eles.
A distância, o tempo, a vida os havia separado.
Um continuava naquela cidadezinha.
Tinha uma esposa linda, seu filho mais velho provavelmente tinha dezesseis anos, hoje em dia.
Estranho pensar nele como mais um cidadão normal...
O outro tinha tido uma idéia genial, e apostado tudo nela.
Tinha uma mansão, cinco carros, todas as mulheres falsas e bajuladores do mundo.
E, não podemos esquecer, uma frustração enorme.
Estranho pensar nele frustrado, depois de conseguir tudo com o que sonhara tanto...
Olhou longamente para o rosto do terceiro.
O mais promissor de todos, talvez.
Era o melhor deles.
E ainda seria, se seu carro não tivesse ido de encontro àquela árvore.
Olhava distraído para o nada na foto, rindo da piada de alguém. E tinha saído com aqueles olhos vermelhos e brilhantes.
Parecia tão feliz naquela foto...
Ele ia olhando, foto por foto.
A cada registro de alegria uma certeza estranha ia se formando em sua cabeça.
Fotos de uma praia, um pub, um pequeno estúdio, várias casas, incluindo a sua própria.
Restava no fundo da caixa um monte de fotos preso por um elástico.
Ele sabia exatamente que fotos eram, ansiava por elas, assim como as temia, desde o momento no qual abriu aquela caixa.
Os retratos de um tempo incrivelmente feliz.
Pegou a primeira delas, a mais antiga.
Ela o abraçava, daquele jeito espontâneo que só ela tinha.
Seus rostos estavam encostados, e eles sorriam.
Fazia tanto tempo...
Olhou para aqueles olhos que costumavam olhá-lo daquele jeito incrível.
Para aquela boca que o beijava, e seu cabelo.
Imediatamente uma imagem se formou em sua cabeça.
Pés ligeiramente para dentro, pernas bonitas, um sorriso estranho, olhos encantadores, um jeito de falar bastante próprio, uma voz bonita.
Uma cintura perfeita, pelo menos para ele, e uma ligeira falta de auto-estima, que ele adorava.
Olhou todas as outras fotos.
Eles em casas de amigos, festas, praia, no casamento de um amigo, e no deles próprios.
Olhou bem para eles...
Que dia incrível.
Tudo parecia possível.
Mesmo que não fosse.
A sua casa, seu cachorro.
Sorrisos.
Pareciam tão felizes.
Aquela certeza estranha...
De que sua estava passando sem ele.
Era um insulto a todas aquelas lembranças que seu presente fosse pior do que elas.
Decidiu reunir todas aquelas pessoas que ele mesmo havia tirado de sua vida, aos poucos.
Aqueles velhos amigos ficaram surpreendentemente felizes com aquela ligação.
Depois de tantos anos, aquelas pessoas estariam reunidas novamente, apesar de que uma delas nunca estaria lá...
Mas não havia tempo para pensar nisso.
Havia mais uma ligação que devia fazer...
E essa não podia esperar.
Era o que ele observava pela janela.
Deu um pequeno suspiro, amassou o cigarro no cinzeiro e andou vagarosamente em direção a seu quarto, cantarolando uma velha canção com uma melodia lenta e triste.
Abriu o armário, procurando por algum livro, algo que o distraísse...
Encontrou, jogada em um canto e coberta de poeira, uma velha caixa de papelão.
Não a via há tanto tempo...
Estava carregada de tantas lembranças boas e frustrantes, tantos planos que não haviam se concretizado, tantas alegrias inesperadas, surpresas, festas e amizade, era uma caixa tão repleta de sua própria história que o assustava.
Abriu a caixa e pegou a primeira das fotos.
Um grande grupo de pessoas, em uma daquelas festas.
Estranho...
Havia perdido o contato com quase todos eles...
E, pensando bem, isso não fazia diferença alguma.
Tinha notícias vagas de uns ou outros, um havia se tornado médico, outro, biólogo, havia também o que havia sido preso depois de matar um cara.
Parecia tão feliz naquela foto...
Pegou a segunda foto.
Um pequeno grupo de amigos, reunido em uma varanda.
Os melhores.
Eram imortais.
Olhou para os rostos de cada um.
Estavam tão felizes...
Faziam planos.
Também havia perdido o contato com eles.
A distância, o tempo, a vida os havia separado.
Um continuava naquela cidadezinha.
Tinha uma esposa linda, seu filho mais velho provavelmente tinha dezesseis anos, hoje em dia.
Estranho pensar nele como mais um cidadão normal...
O outro tinha tido uma idéia genial, e apostado tudo nela.
Tinha uma mansão, cinco carros, todas as mulheres falsas e bajuladores do mundo.
E, não podemos esquecer, uma frustração enorme.
Estranho pensar nele frustrado, depois de conseguir tudo com o que sonhara tanto...
Olhou longamente para o rosto do terceiro.
O mais promissor de todos, talvez.
Era o melhor deles.
E ainda seria, se seu carro não tivesse ido de encontro àquela árvore.
Olhava distraído para o nada na foto, rindo da piada de alguém. E tinha saído com aqueles olhos vermelhos e brilhantes.
Parecia tão feliz naquela foto...
Ele ia olhando, foto por foto.
A cada registro de alegria uma certeza estranha ia se formando em sua cabeça.
Fotos de uma praia, um pub, um pequeno estúdio, várias casas, incluindo a sua própria.
Restava no fundo da caixa um monte de fotos preso por um elástico.
Ele sabia exatamente que fotos eram, ansiava por elas, assim como as temia, desde o momento no qual abriu aquela caixa.
Os retratos de um tempo incrivelmente feliz.
Pegou a primeira delas, a mais antiga.
Ela o abraçava, daquele jeito espontâneo que só ela tinha.
Seus rostos estavam encostados, e eles sorriam.
Fazia tanto tempo...
Olhou para aqueles olhos que costumavam olhá-lo daquele jeito incrível.
Para aquela boca que o beijava, e seu cabelo.
Imediatamente uma imagem se formou em sua cabeça.
Pés ligeiramente para dentro, pernas bonitas, um sorriso estranho, olhos encantadores, um jeito de falar bastante próprio, uma voz bonita.
Uma cintura perfeita, pelo menos para ele, e uma ligeira falta de auto-estima, que ele adorava.
Olhou todas as outras fotos.
Eles em casas de amigos, festas, praia, no casamento de um amigo, e no deles próprios.
Olhou bem para eles...
Que dia incrível.
Tudo parecia possível.
Mesmo que não fosse.
A sua casa, seu cachorro.
Sorrisos.
Pareciam tão felizes.
Aquela certeza estranha...
De que sua estava passando sem ele.
Era um insulto a todas aquelas lembranças que seu presente fosse pior do que elas.
Decidiu reunir todas aquelas pessoas que ele mesmo havia tirado de sua vida, aos poucos.
Aqueles velhos amigos ficaram surpreendentemente felizes com aquela ligação.
Depois de tantos anos, aquelas pessoas estariam reunidas novamente, apesar de que uma delas nunca estaria lá...
Mas não havia tempo para pensar nisso.
Havia mais uma ligação que devia fazer...
E essa não podia esperar.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Ele estava pensando sobre essa coisa tão estranha chamada saudade.
Lembrava, como sempre, dela.
Era uma saudade cotidiana, de coisas pequenas.
Constantemente se perguntava se ela ainda lembrava dele ao ouvir aquela determinada música, se tinha lido alguma vez aquele livro do qual ele havia falado.
Se perguntava se ela ainda gostava de palmito, se ainda tinha aquele olhar, aquele jeito de apontar para as pessoas quando estas faziam uma piada e ela ria.
Se ainda tinha aquele mesmo riso.
Se já tinha terminado de assistir o filme que eles haviam parado no meio, se ainda dizia “orquídeas” daquele jeito que só ela sabia dizer e no qual só ele achava graça.
Se ainda tinha as mesmas expressões, fossem elas faciais ou de linguagem.
Se ainda começava as frases com “pensa numa menina que...”.
Se perguntava se ela ainda tinha o hábito irritante de deixar as roupas atrás da porta do banheiro, se ainda jogava truco e se suas mãos ainda se encaixavam em torno de sua cintura.
Se ela se lembrava da velha casa, do velho da rua sem saída.
Se ela ainda se lembrava de suas fugas, os lugares pelos quais haviam passado, as coisas que haviam dito.
Se ela ainda tinha aquele cd que ele havia gravado para ela, com uma dedicatória.
Se ela se lembrava de como aquele dia havia sido lindo.
Passava por sua cabeça se ela ainda importava, ou pelo menos se lembrava das coisas que haviam dito, das músicas que se haviam dedicado, da recíproca.
De como o cabelo dela sempre era levado pelo vento e atrapalhava seus beijos.
Daquele dia no cinema, de como haviam se conhecido ao acaso, se ela ainda pensava o mesmo sobre as pessoas e o mundo.
Pensava em como era aquele mundinho sem ele.
E quanto a ela...
Se perguntava se ele ainda tinha uma piada para tudo, se ainda gritaria que a amava no meio da rua, sem se importar com as pessoas ao redor.
Se perguntava se era só para ela que ele havia dedicado aquela música, quem era aquela garota ao lado dele, naquele dia.
Se aquela banda que ele havia começado a formar estava dando certo.
Se ele ainda se reunia uma vez por semana com seus amigos, se seu futebol ainda era horrível e se ainda lia muito.
Havia adorado o livro do qual ele falara tanto.
Também se perguntava se, com quem quer que ele estivesse, se ele a segurava pela cintura ao andar pelas ruas, se parava na esquina e a observava ir embora, se ainda ria sem motivo.
Se ainda era sarcástico e resmungão, se ainda escutava aquelas músicas do cd que havia gravado para ela.
Pensava em como era aquele mundinho sem ela.
E continuavam, apesar de tudo, distantes.
Lembrava, como sempre, dela.
Era uma saudade cotidiana, de coisas pequenas.
Constantemente se perguntava se ela ainda lembrava dele ao ouvir aquela determinada música, se tinha lido alguma vez aquele livro do qual ele havia falado.
Se perguntava se ela ainda gostava de palmito, se ainda tinha aquele olhar, aquele jeito de apontar para as pessoas quando estas faziam uma piada e ela ria.
Se ainda tinha aquele mesmo riso.
Se já tinha terminado de assistir o filme que eles haviam parado no meio, se ainda dizia “orquídeas” daquele jeito que só ela sabia dizer e no qual só ele achava graça.
Se ainda tinha as mesmas expressões, fossem elas faciais ou de linguagem.
Se ainda começava as frases com “pensa numa menina que...”.
Se perguntava se ela ainda tinha o hábito irritante de deixar as roupas atrás da porta do banheiro, se ainda jogava truco e se suas mãos ainda se encaixavam em torno de sua cintura.
Se ela se lembrava da velha casa, do velho da rua sem saída.
Se ela ainda se lembrava de suas fugas, os lugares pelos quais haviam passado, as coisas que haviam dito.
Se ela ainda tinha aquele cd que ele havia gravado para ela, com uma dedicatória.
Se ela se lembrava de como aquele dia havia sido lindo.
Passava por sua cabeça se ela ainda importava, ou pelo menos se lembrava das coisas que haviam dito, das músicas que se haviam dedicado, da recíproca.
De como o cabelo dela sempre era levado pelo vento e atrapalhava seus beijos.
Daquele dia no cinema, de como haviam se conhecido ao acaso, se ela ainda pensava o mesmo sobre as pessoas e o mundo.
Pensava em como era aquele mundinho sem ele.
E quanto a ela...
Se perguntava se ele ainda tinha uma piada para tudo, se ainda gritaria que a amava no meio da rua, sem se importar com as pessoas ao redor.
Se perguntava se era só para ela que ele havia dedicado aquela música, quem era aquela garota ao lado dele, naquele dia.
Se aquela banda que ele havia começado a formar estava dando certo.
Se ele ainda se reunia uma vez por semana com seus amigos, se seu futebol ainda era horrível e se ainda lia muito.
Havia adorado o livro do qual ele falara tanto.
Também se perguntava se, com quem quer que ele estivesse, se ele a segurava pela cintura ao andar pelas ruas, se parava na esquina e a observava ir embora, se ainda ria sem motivo.
Se ainda era sarcástico e resmungão, se ainda escutava aquelas músicas do cd que havia gravado para ela.
Pensava em como era aquele mundinho sem ela.
E continuavam, apesar de tudo, distantes.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Me lembro da peimeira vez qeu entrei naquela casa.
Aquela casa estranha, peculiar, cheia de objetos estranhos.
Uma estátua budista, objetos egípcios, um quadro contendo um pi.
E aquelas pessoas incríveis.
Uma segunda família, para mim.
Em todos os sábados.
Quando todos se reuniam para um filme e uma pizza, nos dias de simples falta do que fazer, sempre havia um lugar para ir, no qual me sentia bem, es isso era reconfortante.
Ainda é.
São as pessoas a quem recorreria se minha casa pegasse fogo.
E que eu admiro, imensamente.
3,14.
Aquela casa estranha, peculiar, cheia de objetos estranhos.
Uma estátua budista, objetos egípcios, um quadro contendo um pi.
E aquelas pessoas incríveis.
Uma segunda família, para mim.
Em todos os sábados.
Quando todos se reuniam para um filme e uma pizza, nos dias de simples falta do que fazer, sempre havia um lugar para ir, no qual me sentia bem, es isso era reconfortante.
Ainda é.
São as pessoas a quem recorreria se minha casa pegasse fogo.
E que eu admiro, imensamente.
3,14.
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