terça-feira, 9 de dezembro de 2008

E olhou para o horizonte, e aquele campo verde não acabava nunca.
Havia, no horizonte, uma árvore, extremamente distante.
Percebeu que tudo que queria na vida era andar até lá subir nela.
E, sem problema algum, outro compromisso ou alguém para impedí-lo, simplesmnemte seguiu sua vontade e foi até lá.
O vento bateu em seu rosto e mexeu seus cabelos. Ele sorriu.
Estava fresco e delicioso.
Foi andando, sentindo o calor do sol, e se sentindo bem.
O vento continuava.
Ele era livre.
Totalmente.

sábado, 15 de novembro de 2008

A la Cobain.

Ah, é aquele delírio adolescente clássico, que sempre passava pela sua cabeça.
Aquilo de ter seu próprio ônibus, com os instrumentos todos no bagageiro.
Ok, o violão está lá em cima, com a banda, pois nunca se sabe quando aquele clássico pode sair.
Indo pra um show, com pessoas interessadas em pagar para ouvir o que tinham a dizer, loucas por seu som, por seus solos e suas letras.
Mulheres, meu rapaz, mulheres.
Aquilo tudo tinha surgido como um turbilhão em sua vida.
Em um dia estavam lá tocando músicas alheias.
De repente, músicas começam a sair, que nem achavam que fossem tão boas assim.
As pessoas simplesmente começaram a gostar, e a aparecer.
Começaram a ser convidados.
Um dia, surgiu um sujeito com um contrato de gravadora.
Logo, havia toda aquela vida de um rockstar, de chegar com sua roupa estranha e óculos escuros em um aeroporto qualquer, das mulheres, da puxação de saco.
Da admiração.
Haviam multidões e bons hotéis, mas faltava alguma coisa.
Não era tão bom quanto quando se hospedavam em bibocas para tocar para cem pessoas.
Viu que a platéia estava cheia daquelas pessoas qeu estava justamente tentando evitar, quando montou sua banda, justo as pessoas que criticava, que desprezava.
Sim, elas eram boa parte de seu sustento, e não havia nada que pudesse fazer a respeito.
À noite, havia sim bons shows, aqueles qeu lhe davam satisfação e alegria, mas, em boa parte das vezes, não queria estar lá.
Mas bem, havia uma turnê, contratos e dinheiro
Havia de tudo, ali, no meio, a não ser pelo velho espírito, pela espontaneidade.
Olhava sua banda, e via um bando de idiotas deslumbrados pelo sucesso, que haviam se esquecido de tudo pelo que haviam passado.
As idéias que tinham antes, trocaram por belos carros, casas, modelos, Jack Daniel's e heroína.
Não se reuniam mais na casa um do outro para jogar conversa fora, ou falar dos novos cds que andavam ouvindo, não faziam um churrasco.
Quando um se casou, para se separar logo em seguida, alguns certamente só foram porque haveriam fotógrafos, montes deles, sem falar da bebida.
Tudo que ele tinha sonhado estava se desmanchando à sua volta.
O sucesso que havia buscado tanto não era o que esperava, não podia ir à padaria em paz, queria parar tudo aquilo. Puxar a cordinha e descer no próximo ponto.
Não parava com aquilo tudo porque achava que ainda havia, em algum lugar, gente que fazia tudo aquilo valer a pena, garotos como eles eram, no começo, garotas como as que conheciam, no começo, gente de verdade. E também, tinha que ser franco consigo mesmo, o dinheiro estava caindo muito bem. Não podia parar tudo aquilo, naquela hora. Pessoas contavam com sua presença, com sua voz e sua Les Paul.
Quando não estava no palco, queria estar lá mais que qualquer coisa. Quando estava, queria estar em qualquer outro lugar.
Porque toda aquela atenção, porque tudo aquilo?
Conehcia muitas bandas por aí bem melhores que a sua, conhecia pessoas que mereciam bem mais. Não era perfeito, mas era idolizado. Não era ou queria ser um guru, mas estava sendo seguido.
Deu no plantão da globo, interrompendo a novela das oito. O carro de um rockstar tinha dado de frente com um caminhão. Suspeita-se que estivesse bêbado. Era ele.
Foi levado pro hospital, operado, mas não adiantou nada.
No enterro, montes de pessoas choravam e carregavam velas. Em algum lugar, ele se perguntava o porque daquilo tudo, aquelas pessoas não o conheciam, ele não deveria ser nada pra ela. A multidão era tão grande que não conseguia nem ver sua família.
No ano seguinte, no dia de sua morte, a globo fez um especial. Em algum lugar ele pensou o porquê de tudo aquilo.
Ele não era de gostar dessas homenagens tradicionais, de amigos e até pessoas que não gostavam dele quando vivo puxando o saco.
Dez anos e nove especiais depois, a globo fez um mega especial, com toda sua banda presente e astros medíocres da música nacional estragando sua músicas.
De algum lugar, ele olhava feio e pensava:
Meu deus, que grande idiotice.
Vão pensar na alta do dólar e me esqueçam, por favor.




-Nossa, cara, ele é incrível, as idéias dele são demais.
-É, eu sei. Ele até disse uma vez que não gosta de ser seguido pelas pessoas, que não é um guru.
-Não é o máximo, isso?
-Com certeza, eu até comecei a pensar assim depois disso. Ele é o meu ídolo.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Aquela mesma sensação familiar de que falta algo.
É como se faltasse um pouco de tempero na vida, o supérfluo que nos faz felizes.
Sabe como é...
A cereja no topo do bolo, ou algo assim.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Aquela mesma e maldita rotina

.



E ando precisando de novos ambientes, de coisas novas.
Novas pessoas e situações.
Quero isso e, ao mesmo tempo, evito.
Mudar cansa, reverte conceitos.
Mas há as boas horas em que quero sair dessa redoma, desse círculo fechado de pessoas.
Parar, um pouco, de falar sobre as mesmas coisas, ir sempre aos mesmos lugares, ver os mesmos rostos.
Viver desse mesmo jeito de sempre.
Dessa segunda, até a próxima, quando tudo começa de novo.
Fazer os dias pararem de ser um ciclo,
Deixar a vida mais assimétrica.

Enfim, ter algo novo no que pensar, ao acordar de manhã.
Esperar ansiosamente por algo ou alguém,
Mesmo que seja algo pequeno,
Mal poder esperar que chegue.
Botar um ponto final nessa história de rotina, de acordar 6 e meia pra ir no colégio, ter horas de diversão encaixadas nas duas horas entre uma atividade e outra.
Viver espontaneamente e fazer algo que me assuste.


E não vou perder a chance de citar a mesma música de sempre.
Isso também já é uma rotina.
Mas, fazer o que...
Ela normalemte exemplifica bem.










I want something good to die for
To make it beautiful to live
I want a new mistake
Loose is more than hesitate
Do you believe it in your head?

(Go With The Flow - Queens Of The Stone Age)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Eu sempre acreditei no poder da música de influenciar as pessoas.
Não acredito que músicas possam mudar o mundo, ou qeu um bom show de rock 'n roll possa fazer a diferença ou algo assim.
Se Hitler ouvisse Imagine, não mudaria absolutamente nada, mas acredito no poder dela de mudar individualmente.
Acredito no poder de fazer com que as pessoas sintam algo.
Conheço várias músicas que mudam meu humor.
Tears in Heaven, do Eric Clapton, é um exemplo.
Toda vez que ouço essa música, lembro do filho dele, que morreu.
pensa na tristeza e no amor de pai. E fatalmente, me emociono.
Dropkick murphys dá vontade de ficar bêbado.
Ac/dc de aprontar por aí, de ser um cafajeste daqueles.
Um bom blues para as horas de tristeza.
Músicas que lembram pessoas, lugares e épocas., Linger e Sweet Child 'O Mine.
Bad to The Bone e It's Reciprocal.
Baby, I'm Gonna Leave You.
Mas a música que mais me provoca emoções, que faz com que me sinta extraordinariamente bem, entre todas, é a melhor música já feita desde Mozart.
Stairway To Heaven.
Há uma versão ao vivo na qual Robert Plant começa dizendo "This is a song about hope".
É bem o sentimento que me desperta.
É algo como uma leveza, um sentimento de esperança.
Eu imagino quando essa música terminou de ser feita.
Todos os membros da banda devem ter ficado em silêncio, ouvido aquilo e pensado: Nós fizemos isso?
Dever ter sido como Michelangelo ao ver que não tinha mais em sua frente um bloco de mármore, mas Davi.
Não é uma música para ser ouvida a qualquer hora, para ficar de fundo enquanto se come ou algo assim.
É para os bons momentos, para o sol se pondo, para seu filho andando pela primeira vez, para sua primeira vez com a mulher que ama.

Para a grandiosidade.
Algo como a capela Cistina, saca?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Já estou bem cansado de ter medo, de não poder usar meus fones na rua e de ter que desconfiar de pessoas que não me fizeram nada.
Cansado de ver grades, de dormir com a janela fechada e temer pelo meu celular.
Cadê a polícia, quando mais se precisa dela?
E cadê alguém pra ajudar aquele coitado, em todo o longo caminho que um desesperado percorre antes de assaltar alguém.
O que me assustou não foi saber que era um assalto.
Foi saber que ele tinha frio, fome, e estava com medo, inclusive de mim.
Vê-lo me pedindo por favor que não mandasse ninguém espancá-lo, tremendo.
É, no fim, fui assaltado de livre e espontânea vontade.

Satisfação garanida, ou pelo menos parte do seu dinheiro de volta.

domingo, 5 de outubro de 2008

As luzes, uma fina camada de fumaça.
O som e as pessoas, logo embaixo.
Aqueles forasteiros haviam encontrado seu lugar.
E muitas novas idéias se formaram, muitos planos se fizeram e muitas decisões tomadas, naquele dia.
E muita coisa continuou a ser exatamente como era antes.





Nice try, guy!
You had the guts!