terça-feira, 14 de outubro de 2008

Aquela mesma sensação familiar de que falta algo.
É como se faltasse um pouco de tempero na vida, o supérfluo que nos faz felizes.
Sabe como é...
A cereja no topo do bolo, ou algo assim.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Aquela mesma e maldita rotina

.



E ando precisando de novos ambientes, de coisas novas.
Novas pessoas e situações.
Quero isso e, ao mesmo tempo, evito.
Mudar cansa, reverte conceitos.
Mas há as boas horas em que quero sair dessa redoma, desse círculo fechado de pessoas.
Parar, um pouco, de falar sobre as mesmas coisas, ir sempre aos mesmos lugares, ver os mesmos rostos.
Viver desse mesmo jeito de sempre.
Dessa segunda, até a próxima, quando tudo começa de novo.
Fazer os dias pararem de ser um ciclo,
Deixar a vida mais assimétrica.

Enfim, ter algo novo no que pensar, ao acordar de manhã.
Esperar ansiosamente por algo ou alguém,
Mesmo que seja algo pequeno,
Mal poder esperar que chegue.
Botar um ponto final nessa história de rotina, de acordar 6 e meia pra ir no colégio, ter horas de diversão encaixadas nas duas horas entre uma atividade e outra.
Viver espontaneamente e fazer algo que me assuste.


E não vou perder a chance de citar a mesma música de sempre.
Isso também já é uma rotina.
Mas, fazer o que...
Ela normalemte exemplifica bem.










I want something good to die for
To make it beautiful to live
I want a new mistake
Loose is more than hesitate
Do you believe it in your head?

(Go With The Flow - Queens Of The Stone Age)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Eu sempre acreditei no poder da música de influenciar as pessoas.
Não acredito que músicas possam mudar o mundo, ou qeu um bom show de rock 'n roll possa fazer a diferença ou algo assim.
Se Hitler ouvisse Imagine, não mudaria absolutamente nada, mas acredito no poder dela de mudar individualmente.
Acredito no poder de fazer com que as pessoas sintam algo.
Conheço várias músicas que mudam meu humor.
Tears in Heaven, do Eric Clapton, é um exemplo.
Toda vez que ouço essa música, lembro do filho dele, que morreu.
pensa na tristeza e no amor de pai. E fatalmente, me emociono.
Dropkick murphys dá vontade de ficar bêbado.
Ac/dc de aprontar por aí, de ser um cafajeste daqueles.
Um bom blues para as horas de tristeza.
Músicas que lembram pessoas, lugares e épocas., Linger e Sweet Child 'O Mine.
Bad to The Bone e It's Reciprocal.
Baby, I'm Gonna Leave You.
Mas a música que mais me provoca emoções, que faz com que me sinta extraordinariamente bem, entre todas, é a melhor música já feita desde Mozart.
Stairway To Heaven.
Há uma versão ao vivo na qual Robert Plant começa dizendo "This is a song about hope".
É bem o sentimento que me desperta.
É algo como uma leveza, um sentimento de esperança.
Eu imagino quando essa música terminou de ser feita.
Todos os membros da banda devem ter ficado em silêncio, ouvido aquilo e pensado: Nós fizemos isso?
Dever ter sido como Michelangelo ao ver que não tinha mais em sua frente um bloco de mármore, mas Davi.
Não é uma música para ser ouvida a qualquer hora, para ficar de fundo enquanto se come ou algo assim.
É para os bons momentos, para o sol se pondo, para seu filho andando pela primeira vez, para sua primeira vez com a mulher que ama.

Para a grandiosidade.
Algo como a capela Cistina, saca?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Já estou bem cansado de ter medo, de não poder usar meus fones na rua e de ter que desconfiar de pessoas que não me fizeram nada.
Cansado de ver grades, de dormir com a janela fechada e temer pelo meu celular.
Cadê a polícia, quando mais se precisa dela?
E cadê alguém pra ajudar aquele coitado, em todo o longo caminho que um desesperado percorre antes de assaltar alguém.
O que me assustou não foi saber que era um assalto.
Foi saber que ele tinha frio, fome, e estava com medo, inclusive de mim.
Vê-lo me pedindo por favor que não mandasse ninguém espancá-lo, tremendo.
É, no fim, fui assaltado de livre e espontânea vontade.

Satisfação garanida, ou pelo menos parte do seu dinheiro de volta.

domingo, 5 de outubro de 2008

As luzes, uma fina camada de fumaça.
O som e as pessoas, logo embaixo.
Aqueles forasteiros haviam encontrado seu lugar.
E muitas novas idéias se formaram, muitos planos se fizeram e muitas decisões tomadas, naquele dia.
E muita coisa continuou a ser exatamente como era antes.





Nice try, guy!
You had the guts!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ontem, andando em um ônibus, parei para olhar para uma garota de vestido.
Não que fosse um vestido extremamente curto e decotado, daqueles que te chamam a atenção para a garota, imediatamnete, para bem ou para mal.
Seja para rir do ridículo ou admirá-la.
Não, era um vestido nem muito curto, nem muito decotado, nem ao menos muito justo.
Daqueles que escondem bem mais do que mostram.
Na verdade, não escondem, deixam subentendido.
E o subentendido tem todo um encanto.
Dá abertura para a imaginação. Nos tempos em que vivemos, não há espaço para isso.
Eu imagino como deveria ser, para o homem medieval, sua primeira vez com sua esposa.
Ele não sabia como ela era, na verdade, por baixo das dezessete camadas de pano.
Priovavelmente era um momento de glória.
Por mais que um belo decote encante, o excesso deles tirou boa parte da graça.
A superexposição tira o encanto das coisas. Nos habituamos a elas.
O sujeito que vive em uma ilha paradisíaca não olha tudo com os mesmos olhos do turista.
Aquela bela paisagem é parte do seu cotidiano, é banal.
De vez em quando deve olhar em volta e pensar: Como eu tenho sorte!
Mas isso vai se tornando cada vez menos frequente, ao longo do tempo.
As coisas fáceis demais perdem a graça.
Tudo precisa ter mistério, surpresas, até causar um pouco de medo.
Aí reside a graça, a emoção da coisa toda.
Conseguir tudo de mão beijada faz a coisa em si perder o valor.
O que deu trabalho para conquistar é bem melhor.
Vi isso bem no estúdio da minha banda, para usar um exemplo sem nada a ver com o assunto.
Começou sem nada, e foi sendo construído aos poucos, passo a passo.
O amor que eu criei naquele lugar, em ter aquela banda que também surgiu do nada, sem recurso nenhum...
É indescritível.
É o meu lugar.
Se tivesse caído do céu, pronto, não teria o mesmo valor daquele de caixas de ovo coladas à mão, uma a uma.
Com as pessoas, pelo menos eu encaro da mesma forma.
Se quer saber, eu ainda lembro da garota do ônibus.
Se a amiga dela usava um decote grande, eu não sei.
Seria só mais uma a ser observada e esquecida.
Mas a do vestido...

sábado, 20 de setembro de 2008

Da série: Astrofísica numa hora dessas?

Esses dias mesmo.
Fui na banca comprar uma Superinteressante. Era um domingo de manhã, daqueles bem típicos e preguiçosos, nos quais tudo parece acontecer mais devagar.
Encontrei um sujeito que não via há um longo tempo. Ainda é um grande amigo, mas, Deus, há quanto tempo não falava com o cidadão...
Conversamos um pouco sobre comos os grupos acabam se separando.
Parei pra pensar um pouco sobre como a vida é feita de fases.
Ah, naquela época eu namorava com tal fulana, andava com aquela turma, naquela época tinha aquele determinado hábito.
Mudamos nosso modo de agir, mudamos nossa aparência.
Temos um duplo prazer. O primeiro é achar que estamos lindos e irresistíveis, com nossas belas roupas e nosso moderníssimo corte de cabelo, o segundo é olhar as mesmas fotos daqui a alguns anos e rir.
Como eu tinha coragen de sair na rua assim?
Nos lembramos de coisas simples, de matar uma aula na casa de alguém, uma piada interna.
Uma música ruim que traz boas lembranças, como alguém que gosto muito me disse hoje.
As coisas simplesmente vão passando.
Uma daqueles amigos está fazendo faculdade, um trabalha, um se mudou. Nada mais é do jeito que era. As pesosas se interessam por novas coisas, seguem novos caminhos, mudam sua cabeça e pronto.
Foi-se a mágica do momento, devagar e sutilmente, de modo a acabar nem fazendo tanta falta assim.
Um mês e uma situação totalmente nova.
O que já me pareceu imprescindível, hoje é desnecessário.
Aquela amizade que era quase irmandade, o amor da uma vida que durou alguns meses, tudo passou e eu fiquei.
Em boa companhia, normalmente.
Tenho uma sorte incrível com pessoas.
Por mais que elas passem, sempre estou cercado de pessoas incomuns.
É o que me consola.
Já me queixei muito do passado, já falei dele com saudade, tristeza e raiva.
Agora me sinto em paz comigo mesmo.
Esse ciclo que se inicia parece estar começando bem.
Parece que me resolvi comigo mesmo, pelo menos nessa semana.
Andando sozinho num lugar lotado, percebi que, por mais que tudo mude, sou muito apegado mesmo a mim. Amo meus gostos, minhas frases, meus livros e cds.
Amo minhas coisas e minhas opiniões, e minhas lembranças.
Por mais que os astrofísicos digam o contrário, o centro do universo sou eu.
Digo isso da maneira menos egocêntrica possível.
Sou o centro de um universo em constante mudança e expansão, e as mudanças estão vindo, novas cosias nunca antes vistas estão chegando.
Mas deixa pra lá.
A reflexão já chegou na astrofísica.
E está tarde.

Boa noite.