quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

E acaba mais um ciclo, mais um ano, e fica aquele clima saudoso, de olhar pra trás e ver o que foi o ano que passou.
E imaginar o que está por vir.
Talvez tudo dê certo, talvez tudo dê errado, a única certeza que tenho é que nada vai sair do jeito que eu planejei.
Seja pra bem ou pra mal.
Mas, em geral, gosto de acreditar que tudo vai dar certo.

Don't worry,
About a thing,
'Cause every little thing,
Is gonna be alright.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Tem uma casa na minha cidade que, sempre que possível, desvio do meu caminho para ver.
Não é uma casa muito bonita ou rica, aliás, muito pelo contrário, é feia e decadente, e tem apenas dois cômodos. Sua porta é riscada a chave e tem pixações com o nome do Nirvana em suas paredes.
Não é apenas pelas boas lembranças que tenho de sentar lá na frente que gosto do lugar, é por algo bem mais esranho.
Eu não gosto dauqela casa por ter agarrado uma garota ali na frente, eu agarrei a garota lá na frente por gostar da casa. O que me atraiu na casa é o seu ar decadente, as janelas cheias de táboas pregadas.
E eu sou assim com muitas coisas.
Eu tenho uma atração pelo baixo, pelo decadente, que vai acabar me destruindo, um dia.
Pelos viciados, pelas pessoas que vagam pelo mundo derrotadas, pelas pessoas carentes de atenção, os isolados e os traumatizados.
Situações esranhas e complicadas me divertem.
Por mais que tudo esteja ruim, ainda há aquele lado para olhar a situação toda e rir, meio de lado, meio ironicamente, para se divertir com o fundo de tudo.
A decadência tem algo de belo.
E mesmo quando tudo está dando errado, há algo de cômico, ou tragicômico, melhor dizendo.
Então, vou ouvir um John Frusicante e pensar na vida.
É estranha, e muitas vezes as coisas não acontecem como gostaríamos, mas, porra, vale a pena, e é tudo que eu tenho.
As coisas passam, sempre passam, só eu fico.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Pequenos prazeres simples.

Baseado numa crônica do Paulo Mendes Campos.


Ler crônicas; cheiro de livro novo, cheiro de grama recém-cortada, cheiro da lasanha que tá saido do forno; Ouvir Stairway To Heaven às 3 da manhã, numa quarta-feira de verão, relaxado e olhando pro céu; Relaxar; A palavra utensílio; Piadas internas; Guitarra elétrica, piano, baixo, bateria; Bateria tocada de um modo simples, viradas que usam muito a caixa; Olhares; Mulheres bonitas; Olhares que vêm de mulheres bonitas; Quando uma desconhecida te dá moral; Um maluco no pedaço; Jeans; All-Star; Preto e branco; De volta pro futuro; Futebol bem jogado, dribles do garrincha, gol do zico; Michael Jordan jogando basquete; Qualquer cosia feita com vontade e paixão; Arte; Seios; Aquela voltinha que algumas mulheres têm na cintura; Mulheres que sabem se vestir; Loiras de olhos azuis; Meu mp4; A palavra bansa; Times de futebol da áfrica se enfrentando, mostrando o futebol com paixão qeu o Brasil já teve; O velho estúdio precário da banda; A palavra precário, assim como a palavra escasso; Gambiarras; Usar a chave de fenda; Ver que aquela pessoa com quem se quer falar está online; Mesagem de celular, toquinhos; Perceber que um amigo se parece com um personagem ou celebridade, e as pessoas concordarem com você; Ser elogiado; Ficra conversando até, pelo menos, as três da manhã; Faz parte do meu show, do Cazuza; AC/DC; Aquela bandeira do AC/DC que a torcida do grêmio levava pros estádios; Tirar o primeiro Slap; A primeira namorada; Os peitos da primeira namorada; Compreensão; Vodka; Coca-cola de vidro em dia de verão; Pais que trabalham e deixam a casa livre; Sentar na calçada; Mandar a moral e os bons costumes para a puta que o pariu, de vez em quando; Final da libertadores; Fazer uma piada boa; A estátua do cachorro triste na casa do Peninha; Humor negro; Monty Python; Não assistir Zorra Total; Ver alguém que não gosto se fuder; Ver alguém que eu gosto feliz; Batatas do McDonalds, pizza, ovomaltine; Carros antigos, coisas antigas em geral; LPs; Encontrar um amigo depois de muito tempo e ver que ele continua a mesma merda; Ter uma banda; Ensaiar com sua banda; Um palco; Se imaginar em turnê; Solar Free Bird em uma guitarra imaginária; A música do poderoso chefão; De Volta Pro Futuro; Descobrir Million Dollar Reload e sentir esperança; Sweet Child 'O Mine; O Baixo e a bateria de Rocket Queen; Ouvir uma música desconhecida qeu eu gosto na trilha sonora de um filme; Nirvana; Shows; Budismo; Mulher que cheira bem; Apertar campainha e correr; Matar aula; Descobrir que acordou atrasado para ir pro colégio; Fazer esquemas de cola; Excentricidade; Histórias de bêbados; Ter a coragem de tentar; A palavra "guts"; Amigos reunidos; Coisas de nerd; Músicas que lembram a infância; Dragon Ball Z; Perceber que aidna lembra os nomes dos Pokémons; Beijar sua garota em público; Fazer coisas em locais inoportunos; Fazer loucuras no cinema; Planos; Começo de ano; O começo do inverno; Lareira; Simplicidade; A introdução de Smoke On The Water; Frases do Lemmy Kilmister; O lobo da estepe; Relembrar situações engraçadas, principalmente quando envolvem a pessoa com quem se está falando; Paredes com pixações do Nirvana; Ouvir Bob Marley na praia; Frases e citações; Chocar as pessoas com uma piada má; Havaiana branco de tiras azuis; Amarula; Pastel de queijo; Pão de queijo com café; X-Frango; Fender precisio branco do escudo preto; the Legend Of Zelda e toda sua trilha sonora; Super Nintendo; Back In Black; Primos reunidos; Waccawacca; Gírias do baratão; Piscina; Mulheres bonitas no clube; Olhar fotos antigas dos meus pais; Comprar cds; ter o próprio dinheiro; Viver sozinho.

E, com certa reverência, um dos melhores:
Fazer listas.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

E olhou para o horizonte, e aquele campo verde não acabava nunca.
Havia, no horizonte, uma árvore, extremamente distante.
Percebeu que tudo que queria na vida era andar até lá subir nela.
E, sem problema algum, outro compromisso ou alguém para impedí-lo, simplesmnemte seguiu sua vontade e foi até lá.
O vento bateu em seu rosto e mexeu seus cabelos. Ele sorriu.
Estava fresco e delicioso.
Foi andando, sentindo o calor do sol, e se sentindo bem.
O vento continuava.
Ele era livre.
Totalmente.

sábado, 15 de novembro de 2008

A la Cobain.

Ah, é aquele delírio adolescente clássico, que sempre passava pela sua cabeça.
Aquilo de ter seu próprio ônibus, com os instrumentos todos no bagageiro.
Ok, o violão está lá em cima, com a banda, pois nunca se sabe quando aquele clássico pode sair.
Indo pra um show, com pessoas interessadas em pagar para ouvir o que tinham a dizer, loucas por seu som, por seus solos e suas letras.
Mulheres, meu rapaz, mulheres.
Aquilo tudo tinha surgido como um turbilhão em sua vida.
Em um dia estavam lá tocando músicas alheias.
De repente, músicas começam a sair, que nem achavam que fossem tão boas assim.
As pessoas simplesmente começaram a gostar, e a aparecer.
Começaram a ser convidados.
Um dia, surgiu um sujeito com um contrato de gravadora.
Logo, havia toda aquela vida de um rockstar, de chegar com sua roupa estranha e óculos escuros em um aeroporto qualquer, das mulheres, da puxação de saco.
Da admiração.
Haviam multidões e bons hotéis, mas faltava alguma coisa.
Não era tão bom quanto quando se hospedavam em bibocas para tocar para cem pessoas.
Viu que a platéia estava cheia daquelas pessoas qeu estava justamente tentando evitar, quando montou sua banda, justo as pessoas que criticava, que desprezava.
Sim, elas eram boa parte de seu sustento, e não havia nada que pudesse fazer a respeito.
À noite, havia sim bons shows, aqueles qeu lhe davam satisfação e alegria, mas, em boa parte das vezes, não queria estar lá.
Mas bem, havia uma turnê, contratos e dinheiro
Havia de tudo, ali, no meio, a não ser pelo velho espírito, pela espontaneidade.
Olhava sua banda, e via um bando de idiotas deslumbrados pelo sucesso, que haviam se esquecido de tudo pelo que haviam passado.
As idéias que tinham antes, trocaram por belos carros, casas, modelos, Jack Daniel's e heroína.
Não se reuniam mais na casa um do outro para jogar conversa fora, ou falar dos novos cds que andavam ouvindo, não faziam um churrasco.
Quando um se casou, para se separar logo em seguida, alguns certamente só foram porque haveriam fotógrafos, montes deles, sem falar da bebida.
Tudo que ele tinha sonhado estava se desmanchando à sua volta.
O sucesso que havia buscado tanto não era o que esperava, não podia ir à padaria em paz, queria parar tudo aquilo. Puxar a cordinha e descer no próximo ponto.
Não parava com aquilo tudo porque achava que ainda havia, em algum lugar, gente que fazia tudo aquilo valer a pena, garotos como eles eram, no começo, garotas como as que conheciam, no começo, gente de verdade. E também, tinha que ser franco consigo mesmo, o dinheiro estava caindo muito bem. Não podia parar tudo aquilo, naquela hora. Pessoas contavam com sua presença, com sua voz e sua Les Paul.
Quando não estava no palco, queria estar lá mais que qualquer coisa. Quando estava, queria estar em qualquer outro lugar.
Porque toda aquela atenção, porque tudo aquilo?
Conehcia muitas bandas por aí bem melhores que a sua, conhecia pessoas que mereciam bem mais. Não era perfeito, mas era idolizado. Não era ou queria ser um guru, mas estava sendo seguido.
Deu no plantão da globo, interrompendo a novela das oito. O carro de um rockstar tinha dado de frente com um caminhão. Suspeita-se que estivesse bêbado. Era ele.
Foi levado pro hospital, operado, mas não adiantou nada.
No enterro, montes de pessoas choravam e carregavam velas. Em algum lugar, ele se perguntava o porque daquilo tudo, aquelas pessoas não o conheciam, ele não deveria ser nada pra ela. A multidão era tão grande que não conseguia nem ver sua família.
No ano seguinte, no dia de sua morte, a globo fez um especial. Em algum lugar ele pensou o porquê de tudo aquilo.
Ele não era de gostar dessas homenagens tradicionais, de amigos e até pessoas que não gostavam dele quando vivo puxando o saco.
Dez anos e nove especiais depois, a globo fez um mega especial, com toda sua banda presente e astros medíocres da música nacional estragando sua músicas.
De algum lugar, ele olhava feio e pensava:
Meu deus, que grande idiotice.
Vão pensar na alta do dólar e me esqueçam, por favor.




-Nossa, cara, ele é incrível, as idéias dele são demais.
-É, eu sei. Ele até disse uma vez que não gosta de ser seguido pelas pessoas, que não é um guru.
-Não é o máximo, isso?
-Com certeza, eu até comecei a pensar assim depois disso. Ele é o meu ídolo.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Aquela mesma sensação familiar de que falta algo.
É como se faltasse um pouco de tempero na vida, o supérfluo que nos faz felizes.
Sabe como é...
A cereja no topo do bolo, ou algo assim.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Aquela mesma e maldita rotina

.



E ando precisando de novos ambientes, de coisas novas.
Novas pessoas e situações.
Quero isso e, ao mesmo tempo, evito.
Mudar cansa, reverte conceitos.
Mas há as boas horas em que quero sair dessa redoma, desse círculo fechado de pessoas.
Parar, um pouco, de falar sobre as mesmas coisas, ir sempre aos mesmos lugares, ver os mesmos rostos.
Viver desse mesmo jeito de sempre.
Dessa segunda, até a próxima, quando tudo começa de novo.
Fazer os dias pararem de ser um ciclo,
Deixar a vida mais assimétrica.

Enfim, ter algo novo no que pensar, ao acordar de manhã.
Esperar ansiosamente por algo ou alguém,
Mesmo que seja algo pequeno,
Mal poder esperar que chegue.
Botar um ponto final nessa história de rotina, de acordar 6 e meia pra ir no colégio, ter horas de diversão encaixadas nas duas horas entre uma atividade e outra.
Viver espontaneamente e fazer algo que me assuste.


E não vou perder a chance de citar a mesma música de sempre.
Isso também já é uma rotina.
Mas, fazer o que...
Ela normalemte exemplifica bem.










I want something good to die for
To make it beautiful to live
I want a new mistake
Loose is more than hesitate
Do you believe it in your head?

(Go With The Flow - Queens Of The Stone Age)